Cabelos ruivos são resultado de mutações genéticas

O rutilismo é a característica genética responsável pelos cabelos ruivos. Cerca de 2% da população mundial é ruiva e mais frequente (2–6%) em pessoas cujos ancestrais são oriundos do norte ou oeste europeu. O lugar do mundo com o maior número percentual de ruivos é no Reino Unido, especialmente a Escócia, onde 10 a 13% da população escocesa tem cabelos avermelhados.

Quem tem cabelos ruivos possui uma das cinco variantes genéticas no gene chamado receptor da melanocortina-1 (MC1R) no cromossomo 16, que resulta numa maior produção de um tipo de melanina chamada feomelanina, um pigmento amarelo-avermelhado que apresenta capacidade de bronzeamento muito pequena.  O gene MC1R é responsável pela produção de melanina e é recessivo, ou seja, ruivos podem nascer depois de gerações de morenos ou loiros numa família.

Segundo Miot et al. (2009), a melanina é o principal pigmento biológico envolvido na pigmentação cutânea que causa diferenças na coloração da pele e atua como um “filtro solar”, prevenindo danos causados pelos raios ultravioletas (UV). A melanina da pele resulta da mistura de dois tipos de melanina, a feomelanina e eumelanina, e a proporção entre estas duas determina a cor da pele e cabelos. Por exemplo, o cabelo preto é composto quase que 100% de eumelanina.

Nos ruivos existe uma redução da eumelanina e a presença predominante de feomelanina. Mas as pessoas com pele clara, as quais contêm relativamente altas quantidades de feomelanina, apresentam um risco aumentado de dano epidérmico (queimaduras solares e desenvolvimento de câncer), induzido por raios UV, pois a feomelanina tem um grande potencial em gerar radicais livres, em resposta aos raios UV (Miot et al. 2009).

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Barcelona (artigo intitulado A melanocortin 1 receptor allele suggests varying pigmentation among neanderthals publicado em 2007 na Science), pelos menos parte dos neandertais teria cabelos avermelhados. O estudo é a primeira demonstração de que os neandertais teriam sido ruivos e de pele clara. A suspeita era antiga, uma vez que a pele clara facilitaria a produção de vitamina D, o que representaria uma vantagem para a espécie que habitou a Europa em comparação com a África.

Fontes

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